SEO
SEO e GEO viraram uma operação só. Seu time já percebeu?
O tráfego orgânico de marcas B2B pode cair entre 50% e 75% até o fim de 2027, segundo projeção da Forrester citada pela Adobe. Quem só otimiza pra ranquear no Google está otimizando pra um canal que encolhe.
É uma projeção, não uma certeza, e vem de um contexto internacional. Serve como referência de direção do mercado, não como previsão exata pra Joinville ou pro Brasil. Ainda assim, a direção importa mais do que o número.
O que a Adobe mudou de verdade
Em agosto de 2026, a Adobe publicou um case study feito com a Forrester sobre como juntou SEO e GEO (otimização pra respostas de IA) numa prática só, movimento que ela diz ter começado em 2025.
O ponto central é que não foi upgrade de ferramenta. Foi mudança de operação.
Segundo a própria Adobe, três coisas mudaram:
- Workflows: Os processos antigos foram desenhados para um ritmo mais lento e pouca variação, e precisaram ser refeitos. A Adobe afirma que fluxos assistidos por agentes de IA dobraram a velocidade e o volume de conteúdo que ela produz.
- Governança: Monitoramento contínuo, revisão e governança entraram direto nos processos de conteúdo e nas decisões.
- Canais: O time passou a olhar LinkedIn, Reddit, YouTube, Quora e sites de review de terceiros, plataformas que, segundo a Adobe, os assistentes como ChatGPT e Gemini valorizam como referência.
Repare que nenhum dos três itens é "comprar uma ferramenta de GEO".
O difícil nunca foi a ferramenta
O material da Adobe é direto nesse ponto: o que separa quem avança de quem fica parado é a disposição de mudar o comportamento do time inteiro de marketing, com transformação entre áreas e liderança alinhada pra acelerar o aprendizado.
Aqui entra uma opinião minha, e não um dado: em empresas B2B, SEO, mídia paga e conteúdo costumam ser times separados, cada um otimizando o próprio pedaço, e ninguém olhando o todo. É uma observação de mercado, não um resultado de cliente DOBRA.
Funciona enquanto o jogo é só ranking. Quando parte da descoberta passa a acontecer dentro de uma resposta de IA, o pedaço que ninguém tem como responsabilidade é justamente o que decide se a marca aparece ou não.
Na prática, isso pede decisões bem pouco glamourosas: um responsável único por visibilidade de marca na busca e nas respostas de IA, um relatório só, e um calendário de conteúdo que considera onde o público e os modelos de IA procuram informação, não apenas o que o Google indexa.
Nada disso depende de orçamento novo. Depende de decisão de liderança.
Posição no Google mede um canal só
Um relatório de SEO tradicional mostra posição, cliques e tráfego orgânico. Tudo isso descreve o que aconteceu dentro do Google. Nada disso diz o que um assistente de IA responde quando alguém pergunta quem resolve o problema que a sua empresa resolve.
Uma marca pode estar em primeiro lugar na busca e ser citada de forma incompleta numa resposta de IA, ou simplesmente não ser citada. Isso não aparece em nenhuma coluna do relatório que a maioria das empresas recebe hoje.
Por isso a pergunta de diagnóstico mudou. Antes era "em que posição eu apareço?". Agora é "o que dizem de mim quando ninguém clica em nada?".
Cinco verificações pra fazer ainda hoje
Não é auditoria completa e não gera número estatisticamente válido. É um teste qualitativo, que leva menos de uma hora e costuma mostrar rápido onde a operação está desalinhada.
- Pergunte ao ChatGPT e ao Gemini quem são as principais empresas do seu segmento na sua região e anote se a sua aparece e o que dizem sobre ela
- Verifique se o relatório de SEO e a análise de presença em IA estão no mesmo documento, com o mesmo responsável
- Confira se existe revisão e monitoramento do conteúdo depois de publicado, não só antes
- Veja se a sua marca aparece, com informação consistente, em LinkedIn, YouTube, fóruns e sites de review do seu setor
- Repita a pergunta da primeira verificação duas semanas depois de publicar um conteúdo novo e compare
Se você respondeu "não" pra três ou mais, o problema provavelmente não é de ferramenta.
O que esse argumento não afirma
Primeiro, não afirma que SEO morreu. A projeção da Forrester é de queda de tráfego orgânico, não do fim do canal. SEO técnico e conteúdo bom continuam sendo a base que qualquer resposta de IA precisa encontrar.
Segundo, não afirma que o caso da Adobe se transfere sem ajuste. É uma empresa gigante, com equipe e orçamento que quase nenhuma operação B2B regional tem. O case também foi publicado no site da própria Adobe, que vende uma solução de visibilidade de marca. Vale ler com esse filtro.
Terceiro, não afirma que unir SEO e GEO gera receita comprovada. No resumo que a Adobe publicou no próprio blog, ela descreve mudanças de operação e aprendizados, mas não apresenta uma métrica de impacto em receita.
Quarto, não afirma que queda de tráfego significa queda de pipeline na mesma proporção. A projeção fala de tráfego orgânico. Se a descoberta migra pra dentro da resposta de IA, o visitante que sobra pode chegar mais qualificado, ou o contrário.
Só dá pra saber medindo, e é por isso que a medição precisa mudar antes da estratégia.
Como a DOBRA começa um diagnóstico
Na DOBRA, SEO e GEO entram juntos desde o primeiro diagnóstico. Não como um upsell depois, mas como a mesma pergunta feita ao mesmo tempo: a sua marca aparece quando o cliente pesquisa, e aparece certo quando a IA responde?
Se você quer ver como isso funciona na prática, conheça a DOBRA e comece pelo diagnóstico.
Se alguém perguntasse hoje pra uma IA quem resolve o problema que a sua empresa resolve, qual seria a resposta?
Fontes e metodologia
- Forrester's customer zero case study: How Adobe approaches Brand Visibility in an AI-mediated world, Nathan Etter, Adobe Business Blog, 18/08/2026. Origem da projeção de queda de 50% a 75% no tráfego orgânico de marcas B2B até o fim de 2027, da menção aos canais (LinkedIn, Reddit, YouTube, Quora, sites de review) e dos aprendizados de operação. Fonte secundária: é o resumo publicado pela Adobe, não o relatório da Forrester.
- Customer Zero Case Study: How Adobe Built A Marketing Learning System For AI-Driven Buying Behavior, Adobe em parceria com a Forrester, 17/08/2026. Documento original do case. O conteúdo completo (PDF) não foi consultado na elaboração deste post.
- O trecho sobre times de SEO, mídia e conteúdo separados em empresas B2B é opinião e observação do autor. Não é dado de cliente DOBRA nem resultado de pesquisa.
- Os dados da Forrester e da Adobe são de contexto internacional e servem como referência de direção de mercado, não como previsão para Joinville ou para o Brasil.
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